Meus olhos sobressaem, ainda estáticos, de um mar de palavras. Ao redor os espelhos parecem não refletir a solidão. Estão por todos os lados, para que as pessoas se assegurem de sua representatividade externa.
Meus pensamentos tornam-se confusos e se misturam ao show de cores e luzes cuja mensagem tenta sobressair-se a qualquer forma de manifestação própria. Procuro enxergar além do oceano de cadeiras ainda esparsamente ocupadas, que tingem com uma serenidade inóspita o ambiente já envolto em densas vozes.
A movimentaçao se intensifica gradativamente e aqueles que se sentam sós vão se extinguindo um a um, sendo substituidos por outros outros, sob a luz de olhares curiosos. As horas se arrastam, mas o momento é chegado; escolho um restaurante qualquer.
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